Raridade das cartas — como funciona no Streambinder
Porque é que aquela faixa que ouves em loop te sai como Comum, enquanto um êxito planetário aparece como Mítica? No Streambinder, a raridade das cartas não é decidida ao acaso por um designer. Segue uma regra simples: quanto mais ouvido é um artista, uma faixa ou um álbum, mais rara é a carta. Vamos ver como isso funciona na prática, das probabilidades de cada saqueta às famosas Shiny.
A regra de ouro da raridade: as reproduções
Cada carta do jogo corresponde a um artista, uma faixa ou um álbum ouvido de verdade no país da edição. O valor de referência é o número de reproduções no Spotify, recolhido no kworb.net e atualizado todas as semanas, à segunda-feira. O Streambinder é um projeto independente e não tem qualquer ligação ao Spotify: limita-se a usar estes números públicos.
A lógica é a de um mercado de colecionadores ao contrário do habitual. Normalmente, o que é popular é fácil de arranjar. Aqui, é o oposto: os monumentos do streaming são os prémios mais difíceis de conseguir. Uma pérola escondida, com poucas reproduções, sai com frequência. Um clássico com milhares de milhões de reproduções é raro de ver aparecer.
Isto tem uma vantagem divertida: abrir uma saqueta é também uma forma de medir a popularidade real das músicas. Quando te sai uma Épica, sabes que estás perante algo que muita gente ouve.
As 6 raridades, da Comum à Mítica
O jogo tem seis níveis de raridade:
- Comum: o grosso da coleção, muitas vezes as descobertas mais surpreendentes.
- Incomum: artistas e faixas já com um público sólido.
- Rara: nomes que muita gente reconhece.
- Épica: êxitos fortes, com muitas reproduções acumuladas.
- Lendária: estrelas e canções que marcaram uma época.
- Mítica: o topo absoluto, os maiores números de reproduções da edição.
Os limiares entre raridades dependem do país, porque uma edição grande não se mede como uma mais pequena. Para teres uma ideia da escala: em França, um artista Mítico ultrapassa os 81 mil milhões de reproduções, e uma faixa Mítica passa os 2,5 mil milhões. A edição portuguesa tem os seus próprios limiares.
As probabilidades de cada saqueta
Uma saqueta tem 5 cartas. Para cada carta, as probabilidades são estas:
| Raridade | Probabilidade por carta | |---|---| | Comum | 46 % | | Incomum | 28 % | | Rara | 15 % | | Épica | 7 % | | Lendária | 3,2 % | | Mítica | 0,8 % |
Ou seja, uma carta Mítica é rara a sério: menos de uma hipótese em cem em cada carta. Por isso, quando te sai uma, merece ir direitinha para uma vitrine.
Para ajudar quem começa, as 5 primeiras saquetas garantem uma Rara ou melhor como última carta. É uma boa maneira de arrancar a coleção com algumas peças de valor. Se ainda não abriste nenhuma, lê o nosso guia para começar bem com a primeira saqueta.
As Shiny: o brilho extra
Por cima das raridades há uma camada especial: as cartas Shiny. São versões holográficas das cartas, que saem mais ou menos uma vez em cada 300. Não mudam o artista nem a faixa: mudam o aspeto, com um brilho que se vê de longe, e transformam uma carta conhecida numa peça de colecionador.
As Shiny valem mais quando as vendes e dão nas vistas nas vitrines. Muitos jogadores guardam-nas mesmo quando são repetidas, só pelo prazer de as mostrar. E, se usares a opção de vender todas as repetidas, as Shiny nunca entram no lote.
A raridade das cartas nunca desce
Uma pergunta que surge muitas vezes: se as reproduções mudam todas as semanas, a minha carta pode descer de nível? A resposta é não. Uma carta que já tens nunca perde a raridade.
Pelo contrário, pode subir. Se uma faixa continua a crescer e ultrapassa um limiar, a carta sobe de raridade. É por isso que vale a pena apostar em músicas recentes que estão a começar a rebentar: uma Incomum de hoje pode ser uma Rara daqui a uns meses. Para perceberes como estes números evoluem, lê o nosso artigo sobre os números do streaming.
Como usar a raridade a teu favor
Saber como funciona a raridade ajuda-te a jogar melhor:
- Não desprezes as Comuns. São a base da coleção e muitas vezes são artistas que vale a pena descobrir.
- Vende as repetidas com cabeça. Cada carta vende-se consoante a raridade. As moedas servem para abrir mais saquetas (100 moedas cada).
- Vigia as faixas em subida. Uma música que explode pode valorizar a carta que já tens.
- Guarda as Shiny. São as peças mais especiais da coleção.
- Consulta os tops. Os artistas mais ouvidos em Portugal mostram-te quem o país mais ouve, com a raridade da carta de cada um. Atenção: o top conta as reproduções feitas em Portugal, enquanto a raridade segue o total acumulado no mundo.
Em resumo
A raridade no Streambinder é um reflexo direto da popularidade real da música. Seis níveis, de Comum a Mítica, probabilidades conhecidas em cada carta, umas Shiny raríssimas e a garantia de que uma carta nunca desce. É simples de perceber e dá vontade de abrir mais uma saqueta para ver o que sai.
Pronto para tentar a tua primeira Mítica?